Quando vemos tantas mulheres em
postos chave do Executivo, comandando estatais como a Petrobras, assumindo a
direção de bancos, realizando proezas em pesquisas, quebrando recordes no
esporte, talvez tenhamos a impressão de que o Dia Internacional da Mulher, comemorado
em 8 de março, está meio que “fora de moda”.
Como proteger ou buscar algo melhor para aquelas que muitas vezes tem milhares
de homens sob seu comando? O que estariam precisando da sociedade uma vez que
têm acesso à cultura, às leis, ao mercado e a quase tudo que desejam?
Ocorre que nossa sociedade e a da grande maioria dos países não é este mosaico
de ordenamento jurídico e social que vivemos em uma grande cidade. Em São Paulo , inclusive, e
fora de nossa cidade e em muitas outras regiões o que se vê ainda, é um
tratamento desigual à mulher.
Basta analisarmos o dado escandaloso do número de mulheres agredidas e tantas
outras mortas todos os dias no País, por homens, ex maridos ou namorados, que
não aceitam o direito dessas mulheres de não querer um relacionamento com eles.
Em outros tantos casos, de modo calado ou não, sofrem agressões diárias. Em
muitos países e em muitas culturas não são igualadas aos homens até mesmo na
hora de se dirigir ao Deus de determinado grupo. Algumas vivem cobertas até o
pescoço e no extremo oposto, tantas outras, iludidas por uma dezena de fatores,
nem sequer conhecem sua importância como pessoas atuantes na sociedade e se
vulgarizam em bailes de gosto duvidoso ou na mídia em geral. E neste carrossel
dos sentidos, muitas se tornam mães, sem ter tido a chance de ser meninas. Por
tudo isso, vamos ficar atentos ao Dia Internacional da Mulher.
Texto escrito pelo jornalista Emílio Ipaves Cruz.

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